segunda-feira, 19 de junho de 2017

Resenha: "Snowden - Herói ou vilão"

    Falar sobre Snowden é, antes de tudo, refletir sobre o "Grande Irmão" (Big Brother), isto é, a personificação do Estado opressor, presente no livro "1984", do britânico George Orwell. Trata-se do meu livro favorito, que transformou profundamente meu modo de enxergar as relações políticas e sociais do mundo em que vivemos, e recomendo fortemente a leitura minuciosa. Em linhas gerais, a história se desenvolve num Estado totalitário conhecido por "Oceania". Lá existe sobre parte da população um extremamente rígido sistema de vigilância e controle, vinculada a uma polícia de pensamento que vasculha sinais de subversão até nos atos e sentimentos mais secretos. Por toda parte se encontram cartazes exibindo um homem austero (leve semelhança com Joseph Stálin) e os dizeres: "O Grande Irmão está observando você". E está mesmo, através de teletelas, espécie de televisores espalhados por todos os lugares, especialmente nas casas das pessoas. Detalhe importante a ser frisado, em 1948 ainda não haviam televisões, menos ainda sistemas tão complexos de monitoramento por câmeras.


    O  livro, lançado em 1948 no contexto ainda dos regimes totalitários dos anos 30 e da segunda guerra mundial apresenta o prognóstico de um futuro sombrio, sem liberdade, sem privacidade. Mas quanto George Orwell adiantou, em sua obra, da realidade que vivemos no século XXI. Edward Snowden nos prova que foi muito.
    Snowden foi um prodigioso analista de redes de computadores que construiu carreira meteórica na CIA, onde tomou conhecimento que praticamente o planeta inteiro é espionado pelo governo dos EUA. Não se trata de combate ao terrorismo, mas essencialmente de manutenção da hegemonia estadunidense. Deste modo, são vigiados de perto líderes mundiais, inclusive aliados (as), as grandes empresas de tecnologia e qualquer pessoa com um smartphone, computador e acesso a internet. Controle é poder.
    Diante da importância dos dados aos quais teve acesso e a tirania que esse controle representa, Snowden resolveu delatar, vazar dezenas de gigabites de arquivos ultra secretos na internet via wikileaks e oferecer à imprensa um arsenal de notícias bombásticas. Barack Obama rebolou para se justificar frente a Dilma Roussef e Angela Merkel, por exemplo. O filme também relata como como o governo note-americano espionava também a Petrobrás, e não seria mera teoria da conspiração deduzir que há grande interesse estrangeiro no petróleo brasileiro. Talvez por isso tenhamos vendido nossos poços de pré-sal por valores tão irrisórios...
    O caminho que Snowden tomou é sem volta. Imediatamente à publicação das notícias pelo jornal britânico "The Guardian", ele foi considerado criminoso e, se voltar aos EUA, certamente será executado por alta traição.



    Edward Snowden hoje está sob a proteção da Rússia, o que possivelmente reacende fagulhas da guerra fria. Passado o choque das notícias, provavelmente o Grande Irmão EUA voltaram a espionar tudo e a todos, e devem estar nesse momento fuçando a caixa de e-mails, facebook ou whatsapp de incontáveis infelizes. Entretanto, a importância do ato de Snowden está em moer completamente o conto de fadas da privacidade, acaber com a inocência de acharmos que qualquer coisa que façamos, mesmo sob a máscara do anonimato, não seriam descobertas.
    Um dos mais importantes diretores de Hollywood, Oliver Stone é conhecido tanto por premiados sucessos de crítica e bilheteria como Wall Street e Platoon, como também por filmes de qualidade bastante questionável, como "Nascido em 4 julho" e "As torres gêmeas", nesse aqui acerta em muitos pontos. Primeiro, a escolha de  Joseph Gordon-Levitt para o papel de Edward Snowden. Além da aparência física, o ator deu muita qualidade na condução da trama. Bem verdade que o filme poderia ter cerca de 10 minutos a menos, fica creditado na conta de Stone o suspense político que permeia as 2h15m, por mais que, já saibamos o desfecho do fatos.



    Essencialmente a história reacende o debate em torno de direitos que achamos que temos, tais como liberdade e privacidade. Fica claro que não estamos mais no campo da ficção científica ou das teorias de conspiração, algum governo ou hacker pode, remotamente, utilizar qualquer celular ou web cam para espionagem, sendo que essa possibilidade muitas vezes somos nós mesmo que permitimos, quando para fazer algum cadastro ou baixar app clicamos no "aceito as condições". Fazendo isso também fornecemos uma infinidade de dados nossos para fins comerciais. Você realmente acha que o Facebook é gratuito? Repense seus conceitos...
   No filme também há alguns diálogos que se referem à internet como trincheira das guerras no século XXI, usando-se tal argumento para justificar todo tipo de ação ("Os fins justificam os meios" (MAQUIAVEL, Nicolau). Relacione esse fato à onde de ataques virtuais ocorrida recentemente, quando hackers aproveitaram uma falha do windows e espalharam um vírus que os dados de HDs de computadores empresariais e governamentais, exigindo pagamento de resgate em bitcoin, uma moeda virtual garimpada na internet. Somente depois de todo um estrago outros hackers conseguiram barrar os ataques, e descobriram que a origem do vírus foram IPs de China e Coréia do Norte. 
    Bom, fica a dica de um ótimo filme, além de uma boa indicação aos que vão prestar exames que contenham questões de atualidade.


domingo, 21 de junho de 2015

Reflexões sobre Deus

Hipótese da física quântica da existência de um multiverso, ou seja, vários universos possíveis.

Vivemos em um insignificante planeta, localizado numa galáxia dentre bilhões de outras galáxias, num universo (já se considera multiverso, ou seja, vários "universos") constantemente em expansão.

Quando se tem noção da imensidão disso tudo, é difícil não acreditar que por trás de tanta perfeição não haja algum tipo de força maior, criadora. É difícil acreditar que tudo tenha acontecido e se formado apenas pelo acaso. Não consigo descartar a existência de Deus.

Entretanto, da mesma forma, quando tomamos consciência do nosso tamanho e importância diante do multiverso, percebemos que ele não gira em torno do nosso umbigo. Amadurecendo o pensamento, não dá pra acreditar na figura de Deus como sendo um homem, pai ou o que seja, que a todos vigia e que a todos pune. Não acredito nesse Deus propagado pelas religiões, e acho que, se ele está mesmo por trás da criação de algo tão grandioso, ele tem mais o que fazer do que atirar pedras em "pecadores". 

Acredito que Deus não está preocupado se você foi ou não à missa/culto hoje, se pagou seu dízimo, quanto deu... Não está preocupado se beijou outro homem ou outra mulher, se fez sexo antes do casamento... enfim, é um absurdo acharmos que algo que fazemos pode "ofender" a Deus, e usarmos o discurso religioso para justificar nossas próprias hipocrisias. O que transgredimos, em alguns momentos, é o conjunto de normas sociais a qual chamamos ética, que rege nossa vida em sociedade procurando a melhor forma de convívio para todos. E a ética e os valores "morais" estão sempre em transformação, de acordo com o contexto histórico.

O que existe é a lei do retorno, isto é, quando você faz o bem e emana energias positivas, é isto o que tens de retorno. Da mesma forma que os que plantam maldades e são negativas, não podem receber outra coisa em troca. Isso é a 3ª lei de Newton, ação e reação, e independe de a pessoa ser religiosa ou não.

Na verdade, acho que Deus é a força que se expressa na beleza do amor, em tudo o que há de bom, não naquilo que os homens dizem em nome dele para justificar seus domínios, guerras e riquezas. Não é fechado numa igreja que se encontra Deus, é no mais simples e singelo ato de amar o teu próximo, sem julgamentos, apenas respeita-lo apesar das diferenças. Foi isso que Jesus fez, e por isso foi executado.

São tantas as reflexões que bombardeiam minha cabeça, pois não é a certeza que procuro, mas a dúvida que me faz questionar sempre mais e expandir meu campo de visão. Mas cada vez que penso nisso, percebo como as religiões infantilizam as pessoas, tornando-as incapazes de reconhecer como consequências de seus próprios atos e escolhas o sucesso ou fracasso de suas amargas vidas, que se reprimem dentro de uma igreja para tentar aplacar suas existências mesquinhas e hipócritas, sempre justificando tudo como sendo "vontade de Deus". Que dão crédito a pilantras que se dizem portadores dos ensinamentos divinos, enquanto se enriquecem às custas de um povo cada vez mais ingênuo e imbecilizado, incapaz de caminhar com as próprias pernas enquanto lhes são vendidas as muletas.

Não sei se existe céu, inferno, reencarnação, como imaginam as mitologias desde o início da humanidade... possivelmente não haja absolutamente nada ao fim de nossa existência terrena. Apenas sei que o único tempo que temos para ser feliz é agora, aqui na Terra, sem esperar como a um cão adestrado, algum tipo de recompensa além da vida.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Planos da Alemanha nazista para a América do Sul

Você já parou pra pensar como viveríamos num mundo diferente se a Alemanha de Hitler tivesse vencido a II Guerra Mundial? Considerando a política racista do nazismo de extermínio e escravidão de "raças inferiores", certamente teria havido vários outros genocídios, e sua influência certamente iriam além dos territórios europeus. E pensar que por vários momentos eles ficaram tão próximos da vitória... Com a chamada Blitzkireg (guerra relâmpago), o exército alemão se tornou poderoso e praticamente invencível, tropeçando apenas na soberba e loucura do próprio Adolf Hitler, que não admitindo que seus soldados recuassem um milímetro sequer, deixou que centenas morressem no norte Africano e na Rússia, além de ordenar tropas em missões suicidas quando os ventos da guerra mudavam de lado.

Você já parou pra pensar nos planos nazista para a América em caso de vitória. Seria certa uma invasão do Brasil, talvez partindo da base aérea de Dakar (Senegal). Uma vez dominado o sul da América, eles pretendiam transforma-los novamente à condição de colônia, além uma reorganização das territórios regionais, dividindo-o em apenas 4 grandes países: Argentina, Brasil, Chile e Nova Espanha. É o que revela este mapa encontrado após a guerra com a abertura dos arquivos nazistas...

Considerando fatores como o clima e população essencialmente branca, caberia à Argentina a hegemonia na porção sul continente, obtendo de Berlim privilégios que seriam negados à população negra e indígena.

Que terrível teria sido...


Fotos coloridas da Alemanha nazista

Às vezes parece que tudo não passou de um grande pesadelo de um filme de ficção, que a humanidade não foi capaz de cometer tantas atrocidades em tão pouco tempo. Mas então percebemos que foi sim tudo real, e pior, que a realidade foi ainda mais terrível do que podemos imaginar. A revista norte americana Life restaurou uma série de fotos da Alemanha nazista, procurando ser o mais fiel possível às cores originais. Abaixo estão algumas delas...