terça-feira, 4 de maio de 2010

"Agora falando sério"...

Agora falando sério
Eu queria não cantar
A cantiga bonita
Que se acredita
Que o mal espanta
Dou um chute no lirismo
Um pega no cachorro
E um tiro no sabiá
Dou um fora no violino
Faço a mala e corro
Pra não ver banda passar

Agora falando sério
Eu queria não mentir
Não queria enganar
Driblar, iludir
Tanto desencanto
E você que está me ouvindo
Quer saber o que está havendo
Com as flores do meu quintal ?
O amor-perfeito, traindo
A sempre-viva, morrendo
E a rosa, cheirando mal

Agora falando sério
Preferia não falar
Nada que distraísse
O sono difícil
Como acalanto
Eu quero fazer silêncio
Um silêncio tão doente
Do vizinho reclamar
E chamar polícia e médico
E o síndico do meu tédio
Pedindo para eu cantar

Agora falando sério
Eu queria não cantar
Falando sério
Agora falando sério
Eu queria não falar
Falando sério

(Falando sério - Chico Buarque / 1969)

Talvez não tenha sido essa a intenção do grande mestre Chico Buarque, em 1969, quando compôs essa música, mas vejo nela uma imensa vontade de chutar o balde geral, de mandar certas coisas e pessoas para aquele lugar bem longe onde a ponte se partiu... Pois é, algumas vezes é desta forma que me sinto.

Entretanto, Chico é o Chico, o cara é gênio! Só ele mesmo pra exprimir de forma tão categórica aquilo que aparece quando o sangue ferve e você se vê dando um golpe de kung-fu no tal fulano... hehehehe

Mas o negócio, para nós reles mortais, continua sendo o bom e velho contar até 10 (100 se precisar), imaginar a pessoa com nariz de bozo, dançando o rebolation ou pagando qualquer outro mico. Quando o sangue ferver, não esqueça, essas técnicas funcionam de verdade!.

Abração!!!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Aviso aos navegantes


Não faltam ideias, mas ultimamente está bastante difícil postar coisas novas no blog, pois meu finado computador passou desta para uma pior, num cemitério de sucatas...
Sabe como é vida de professor, né?! Só nos próximos meses é que poderei comprar outra máquina... Até lá, na medida do possível, vou atualizando meu orkut e meus blogs como puder...
Abração!!!

terça-feira, 6 de abril de 2010

¡PERO SÍ! ¡PERO NO!


¡Perón sí! Serra não!

Dizem por aí, que professor não tem ética, não!

Professor tem ética, sim!

Quem não tem ética, não, é o Serrão!

¡Perón sí! Serra não!

Quando mente pra educação e também pro povão

Quem não tem ética não, é o Serrão!

¡Perón sí! ¡Serra no!

Quando no senado põe dinheiro no cuecão!

Cuidado povão, na hora da votação!

¡Quién no tiene ética no, es el Serrão!

¿Quién dijo que Profesor no tiene ética no?

Professor tem ética, sim!

¡Perón sí! Serrão no!

E aí povão, como será a votação?

(Profª Francisca Siqueira - EE Joaquim Meirelles)

terça-feira, 30 de março de 2010

Notas importantes

Primeiro, não sou do sindicato nem represento bandeira de nenhum partido político, aliás, não concordo com muito do que vejo, justamente por isso não participo. Entretanto, estou numa situação em que simplesmente não posso me omitir, pois não consigo ver tanta injustiça e cruzar os braços, e união é algo indispensável neste momento.

Sou professor e estou pensando exlusivamente em melhoras nas condições para nós e para os alunos, luto por isso. Morrerei no dia em que deixar de acreditar nos meus sonhos e utopias.

Confesso também que as bombas e tiros lançados contra nós me fizeram nutrir uma "simpatia" maior em relação a José Serra, afinal não tenho sangue de rato nas veias.

Abraços!

domingo, 28 de março de 2010

"A truculência não será televisionada!"









Crédito das fotos: Alessandro Zapa e Marcos Ruívo (http://assprofessores.blogspot.com)


Abraço a todos!

sábado, 27 de março de 2010

Truculência, prepotência e covardia em SP

Pessoal, aí vai um texto que recebi por e-mail... Além da truculência que já é conhecida, fiquei ainda mais revoltado em saber que alguns dos professores presos foram TORTURADOS pela Polícia Militar. Voltamos ou não aos "anos de chumbo" da ditadura?

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Escrito por Leonardo Wexell Severo
27/03/2010

Fonte: http://www.cut.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=19546&Itemid=170


Serra exibe suas credenciais ao país lançando PM contra professores em greve

  • Foto: Não economizaram munição
    Não economizaram munição
Escrevo estas linhas em meio a telefonemas de denúncias sobre presos e torturados pela Polícia Militar de José Serra na manifestação desta sexta-feira (26) nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Denúncias de grotescas armações realizadas por policiais que se passaram por manifestantes, abafadas para dar lugar ao assumimento da candidatura a presidente do governador do Estado mais rico e que paga o Pior Salário Do Brasil para o funcionalismo público. Também escrevo com dor, intensa, devido às queimaduras nos dois braços e mãos provocadas pelos sprays químicos, covardemente atirados pelos marginais com farda sobre quem fotografava de perto, documentando próximo demais para quem tudo quer encobrir. Depois, a versão oficial ganha as tintas da verdade nos jornalões e informação mercadoria cobre as emissoras de rádio e televisão.

  • Foto: Gás pimenta contra jornalistas
    Gás pimenta contra jornalistas
Antes de dar continuidade, cito o saudoso conterrâneo Apparício Torelli, mais conhecido como o Barão de Itararé, que daria boas risadas do cenário montado por José Serra nos meios de comunicação. Uma mídia que até para ser venal podia ter algum limite. Vendo o quão tosca foi a cobertura, quão partidarizada e ideologizada em favor do escárnio dos educadores, não há como fazer chacota deste tipo de “jornalismo”. Dizia o Barão: “Um bom jornalista é um sujeito que esvazia totalmente a cabeça para o dono do jornal encher nababescamente a barriga” e que “A televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana”..

Vamos aos fatos:

  • Foto: Estudantes se solidarizaram com professores
    Estudantes se solidarizaram com professores
Foi montada uma barreira com a tropa de choque e grandes blocos de cimento impedindo o deslocamento de dezenas de milhares de professores em greve que, enfrentando a chuva e os inúmeros bloqueios da Polícia Militar - como nas rodovias Castelo Branco e Raposo Tavares, e também na Marginal do Tietê - conseguiram chegar até a avenida Giovanni Gronchi, no Morumbi.

O comando da paralisação, que Serra diz ser de 1%, até o dia de hoje não havia conseguido sequer ser recebido pelo governo. Nesta sexta uma comissão foi recepcionada finalmente no Palácio, mas o mesmo governo que alega não haver greve, diz que só iria negociar com a volta à aula dos grevistas.

Naquele mesmo instante, sob ordens do governador que já havia fugido da cidade, marginais vestidos com a farda da Polícia Militar abriram fogo contra manifestantes que queriam respaldar a negociação, mas foram recebidos com golpes de cassetetes, balas de borracha e bombas de efeito “moral”. Tinham que ficar no seu lugar. Ali era local reservado a autoridades e bacanas. Os professores não eram nenhum dos dois.

Diante do impasse e da decisão do governo tucano de manter o arrocho salarial – os professores acumulam perdas de 34,3% -, da continuação do escárnio da política de bônus, provinhas e provões, sem qualquer Plano de Carreira, com as salas superlotadas, com os laboratórios e bibliotecas caindo aos pedaços, com o fechamento de turnos e escolas, a greve continua. E nova assembleia foi convocada para a próxima quarta-feira, dia 31 de março.

  • Foto: Professor Thiago Leme foi alvejado pelas costas
    Professor Thiago Leme foi alvejado pelas costas
Com as costas perfuradas por duas balas de borracha, Thiago Leme, professor de biologia da Escola Estadual Metalúrgico, em São Bernardo do Campo, relatou: “Não espero absolutamente nada deste governo, somente que saia o mais rápido possível. Somos uma categoria profissional digna e deveríamos ser tratados como seres humanos. Infelizmente, a imprensa é parte deste sistema corrupto e vamos ter amanhã as versões dos fatos que eles inventarem sobre hoje”.

Com as duas pernas sangrando, atingidas por bombas de efeito moral, Sílvio Prado, professor de História de Taubaté, desabafou: “Deste governo a gente não pode mais esperar nada, só truculência”.

Sindicalista, Policial Civil, Jeferson Fernando foi confundido com um professor, mantido preso e espancado por cerca de três horas e levado ao 34ª DP de Francisco Morato. Com a roupa rasgada e acompanhado por dirigentes do Sindicato, Jeferson foi até a Corregedoria denunciar os inumeráveis abusos dos quais foi vítima.

Professor de Filosofia em Jundiaí, Fernando Ribeiro presenciou quando um dos muitos policiais infiltrados pelo governo na manifestação “tentava atear fogo em um veículo, buscando incriminar os manifestantes”. Com o policial à paisana identificado, professores e estudantes saíram à caça do marginal que buscou refúgio entre os policiais militares. “Tentaram colocar fogo no carro para culpar o protesto. Como agiram com muita força, numa ação desproporcional, queriam uma justificativa”.

  • Foto: Carlos Ramiro (Carlão) foi atingido por um estilhaço de  bomba
    Carlos Ramiro (Carlão) foi atingido por um estilhaço de bomba
Coordenador da representação do funcionalismo público estadual e vice-presidente estadual da CUT, Carlos Ramiro de Castro (Carlão) foi atingido na testa por um estilhaço de uma das bombas lançadas a esmo pelos policiais. Tranquilo, Carlão foi categórico: “O governo perdeu a cabeça e está desesperado. A razão está do nosso lado, venceremos!”

A professora Maria Izabel (Bebel), presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Público Oficial do Estado de São Paulo), também denunciou os provocadores "infiltrados" pelo governo estadual para deslegitimar a manifestação pacífica e exortou a categoria a ampliar a mobilização e se fazer presente na próxima quarta-feira na Paulista. “Tentaram nos colocar de joelhos, mas estamos aqui, de cabeça erguida, exigindo o respeito que esta maravilhosa categoria merece”.

A presidenta da União Municipal dos Estudantes de São Paulo (UMES), Ana Letícia, sublinhou que “os professores nos enchem de orgulho pois estão enfrentando com garra e coragem a covardia e a mentira do desgoverno Serra. Contem conosco para seguir em frente na defesa da melhoria da qualidade do ensino público”.

  • Foto: Cada vez mais claro: Serra mente para o povo
    Cada vez mais claro: Serra mente para o povo
De acordo com o deputado estadual Roberto Felício (PT), o simples fato das direções de escola terem sido instruídas pelo governo a não informarem sobre a paralisação é um forte indício do respaldo do movimento junto à categoria, “que está na linha de frente, pois não foge da luta”.

Conforme o deputado estadual Major Olímpio (PDT), liderança dos policiais militares, o que o governo estadual fez foi usar de toda a sua truculência e o seu aparato repressivo em vez de abrir negociação com os professores. “Os manifestantes vieram para dialogar, mas o governo tucano os recebeu como numa guerra”, frisou.

Para os incautos que ainda alimentavam alguma ilusão em relação à falta de caráter de José Serra, vale o comentário de um ex-amigo seu, Flávio Bierrenbach, ex-deputado e ministro do Superior Tribunal Militar: “Serra entrou pobre na Secretaria de Planejamento do Governo Montoro e saiu rico. Ele usa o poder de forma cruel, corrupta e prepotente. Poucos o conhecem. Engana muita gente. Prejudicou a muitos dos seus companheiros. Uma ambição sem limite. Uma sede de poder sem nenhum freio".

Agora, vamos freá-lo!


Twitter: www.twitter.com/ale_historiador

O dia em que retornamos aos anos de chumbo da ditadura militar...








Crédito das fotos: Site uol

Voltamos aos tempos da ditadura, quando qualquer manifestação, mesmo que pacífica, era recebida à base de violenta repressão. Apesar da semelhança no AUTORITARISMO, a diferença é que não temos um militar, mas sim um civil, que ainda quer ser presidente da República.

Como se já não bastasse todas as humilhações que nos foram impostas por esse governador, foi vergonhoso o que aconteceu hoje (26/03)! Professores desarmados, protestando somente com suas bandeiras, palavras de ordem e cantando o hino nacional, foram covardemente atacados pela Polícia Militar, a mando de José Serra, com bombas de gás lacrimogênio, porretes e tiros. Ao contrário do que saiu em parte da imprensa, nós professores respeitamos até o último momento a barreira imposta pelos militares, sem violência. Eles é que partiram para cima da gente, passando como um trator sobre pessoas desarmadas. Porque não fazem isso com quem pode revidar à altura?

"Polícia para quem precisa, polícia para quem precisa de polícia", esta frase poucas vezes fez tanto sentido. É muito mais fácil enfrentar professores com força imensamente desigual do que os bandidos que realmente causam grandes prejuízos ao país.

José Serra já foi líder estudantil, lutando contra a ditadura militar. Hoje ele é tão ditador quanto os que combateu... É esse indivíduo que você quer para governar nosso país? Um presidente que trata a educação de forma truculenta, como caso de polícia?

Pessoal.. já estou no meu limite, tanto psicológicamente quanto na questão financeira. Entretanto, uma agressão física dói, mas sara em alguns dias, enquanto que uma agressão moral deixa marcas profundas para sempre.

Meus pais não criaram um "banana", mas sim um homem que preza sua dignidade acima de tudo. Portanto, NÃO vou simplesmente abaixar a cabeça e voltar como se nada tivesse acontecido, é questão de honra lutar até o fim! Só volto quando esta greve estiver terminada, e este governo autoritário e covarde rendido perante a força dos professores!

Abraço a todos!

Twitter: www.twitter.com/ale_historiador